sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

SIMPATIA EM POEMA: " PARA ESPANTAR BRUXAS"



Bruxa é pessoa malvada
que espanta a criançada.
Mais que feia, desdentada.

Voa em sua vassoura
de um lado para outro.
Quando quer amedrontar
pessoa desavisada
que não fez a simpatia
para dela se livrar.

Roupa preta esvoaçada
com cheiro de muita fumaça
vinda lá de seu fogão
onde moram os morcegos,
ratos feitos com as asas,
por ela como magia
moldadas e fabricadas
pra ficar só enfeitando
as paredes encardidas
lá de sua velha casa.

Passa rápida, ligeira
e de lá muito longe se escuta
um som pra lá de estranho
parecendo uma risada,
confundindo com seus gritos
chamado de gargalhada.

Se a história é contada
pra criança bem pequena
muito antes de dormir
vai fazer xixi na cama.
Se pedir pra repetir
a tal da história falada
por não ter conhecimento
de ser personagem inventada,
fica muito amedrontada.

Faz da bruxa um ser vivo,
o seu pior inimigo
que só vive pra maldade
no mato ou na cidade.
Seja adulto ou criança
E deles, qualquer idade.

Mas se a bruxa for pessoa
que também gargalha e voa,
vá tomando seu cuidado.
pode estar bem o seu lado
tramando sua maldade
atestando lealdade.

Pra elas todas espantar,
seja a da história contada
ou da amiga traiçoeira
com o nome de bruxa usar,
a chamada Simpatia
pra seu mal neutralizar,
precisa de um instrumento
sado para cortar
esse mal que porventura
venha algum dia causar:

Pegue a tesoura grande
que você tenha guardada.
Não vale ser emprestada.
De preferência, usada.
E dizendo umas palavras
que escrevo logo abaixo,
coloque-as bem aberta
ficando mais que esperta
para não se machucar
E a coloque em baixo
do colchão onde a pessoa
tem por hábito deitar.

Faça isso por três dias
sem mesmo ela saber,
dizendo essas palavras
que abaixo vou escrever:

“ Em nome da Santa Cruz,
com essa tesoura aberta
aqui digo e repito
em nome do Santo Jesus
que desta casa espante
todo o mal, neste instante.
E que a bruxa malvada
seja a da história inventada
ou pessoa só do mal,
virem poeira da estrada
ou se desfaçam como o ar,
sem ter lugar nesta vida
ou mesmo onde morar.”

Ao final da simpatia
e já no terceiro dia
não restará mais a bruxa
de verdade ou de mentira,
podendo aquela tesoura
que serviu de armadilha
ser retirada e guardada
mas nunca mais ser usada.

Se esperar por mais um pouco
tempo só de agradecer,
verá que transformação
os morcegos irão ter.
Acabado então encanto,
feito pela malvada,
com as asas transformadas
virarão os belos pássaros
cantores da madrugada.
Cidinha Souza Pinto
dez 2008
Revisto 2011
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